terça-feira, 14 de maio de 2019

Butterflies - Capítulo 14




Já era sexta-feira, mais uma semana acabava e um novo mês se iniciava. 

Voltando para casa depois de um dia cansativo de trabalhos externos em fórum, não via a hora de chegar em casa.

Michael tinha me ligado, mas nunca estendíamos demais nossas conversas por telefone. Ele me perguntou como estava, se eu iria descansar hoje e que me procurava assim que pudesse.

Eu havia deixado aquela pequena mala pronta, apesar de não ter idéia, como sempre, do que ele pretendia fazer, nem quando.

Cheguei em casa em torno de 5:00 p.m e fui direto para o banho, coloquei um pijama e preparei uma pipoca. Queria ver algum filme, já tinha lido tanto naquele dia, que se pegasse algum livro pra ler, provavelmente dormiria em cima dele.

Enquanto procurava algum filme na TV a campainha tocou. Confesso que pensei que fosse Michael, mas era Chris.

-Boa Noite Chris. Me desculpe estar de pijamas.

-Boa Noite Dra. Karen, eu que me desculpo por aparecer sem aviso. Mr. Jackson me pediu para buscá-la agora. 

-Não se desculpe Chris, sei que não tem a intenção de incomodar. Mas Michael mandou me buscar para onde?

-Desculpe Dra. Karen …

-Tudo bem Chris … Aguarde uns instantes.

- Estou à sua disposição. Quando estiver pronta, estarei no carro aguardando.

Bem … era típico. Não sei porque, mas eu achava graça disso. Coloquei uma calça jeans e uma camiseta branca,  peguei minha pequena mala e fui ao encontro de Chris no carro.

-Podemos ir Dra.?

-Sim. Vamos … seja lá para onde for …

-Fique à vontade. Faremos uma viagem de quatro horas ou pouco mais que isso.

-O que? - Perguntei espantada 

-Não se preocupe. Mr. Jackson me deu ordens para ficar à disposição para trazê-la de volta quando quiser.
-Tudo bem Chris, obrigada pela gentileza.

E assim iniciamos uma longa viagem. Cochilei, eu estava realmente cansada e quando acordei, percebi que estávamos à caminho de Nevada. Com certeza iríamos à Las Vegas. Fiquei animada pois adorava aquela cidade iluminada.

Quando nos aproximávamos do hotel, Chris me chamou.

-Dra. Karen, Mr. Jackson pediu para …

-Tudo bem Chris. Já sei como proceder. Fique tranquilo. Obrigada mais uma vez. Assim que terminar o Check in, venho te informar.

Sabia que para evitar qualquer tipo de atenção ao nosso encontro, deveria me hospedar sozinha no hotel. Desci do carro com minha bagagem e fiz check-in em meu nome. Assim que meu quarto foi liberado, fui até Chris e informei à ele o número do apartamento. Não perguntei à ele se Michael já havia chegado. Sabia que ele iria me procurar em algum momento naquela noite.

Entrando no meu quarto, aproveitei para admirar a paisagem pela janela. Aquela cidade era realmente maravilhosa e eu não visitava Vegas desde minha infância. 

Por volta de meia noite alguém bate na porta. Era um dos seguranças de Michael me pedindo que o acompanhasse. Ele estava hospedado em uma suite particular. Provavelmente se hospedava ali com bastante freqüência. 

Entrei na suite fiquei observando os objetos de Michael espalhados pela sala, livros, revistas, alguns bichos de pelúcia, uma garrafa de vinho aberta e uma taça na mesa em frente ao sofá. Foi quando Michael saiu do quarto. Eu me sentia estranhamente nervosa essa noite. Acho que todas aquelas coisas que Andrea me falou, vieram como uma avalanche na minha cabeça assim que pus meus olhos nele e senti meu coração acelerar.

-Karen … você veio … e está linda! Sempre linda …

-Por que não viria Sr. galanteador?

-Fico ansioso todas as vezes …

-Eu também …Estava com saudades.

-Se estava sentindo minha falta … porque está tão longe de mim?

E eu o beijei muito. Deslizei minhas mãos pelo seu rosto, até sua nuca. Beijei os cantos de sua boca e seus lábios. Encaixando minha boca na dele, sentia o gosto do vinho que ele estava bebendo. Eu acariciava seus cabelos e sentia seus braços me envolverem e nossas respirações estavam sincronizadas. Michael tinha um jeito de me beijar … que me rendia. Ele me tinha inteira quando sua boca me tocava.

Eu o beijei, não sei por quanto tempo … mas o suficiente para saciar um pouco da saudade que sentia dele.
-Vem …

Ele segurou na minha mão e me levou para o sofá. Sentamos ali e ele me entregou sua taça. Enquanto eu bebia, ficamos ali, por alguns instantes, um olhando nos olhos do outro, até que ele começou a desenhar minha boca com os dedos.
-Temos o final de semana inteiro pela frente … temos todo tempo do mundo. O que  você quer fazer hoje? Só não podemos ir ao Casino ou ao Shopping - ele disse rindo da nossa necessidade de sigilo.

-Você me trouxe aqui … Tem alguma coisa em mente? ….. Fora sexo…

Michael ria muito com minha resposta …

-Você excluiu a primeira opção da minha lista - ele me disse rindo.

-Pensa em alguma outra coisa quando me vê, Mr. Jackson? Perguntei rindo da sinceridade da sua resposta.

-Eu não penso só em sexo quando te vejo … De onde tirou isso? - rindo.

Acho que Michael ria da sua própria resposta, já que até aqui, a primeira coisa que fazíamos quando tínhamos a oportunidade de ficar à sós, era sexo.

-Ok, não vou mentir, estou pensando em sexo. Mas não penso só nisso quando te vejo … quando penso em você …
Michael fez uma pausa olhando nos meus olhos e rapidamente retomou
-Então a gente podia assistir algum filme … 

-Gosto da idéia, deixei minha pipoca da pia quando Chris apareceu hoje no final da tarde.

-Vamos assistir no quarto? Tinha algum filme em mente?

-Não … estava procurando alguma coisa …Mas não comecei a assistir nada.

Pegamos a garrafa, a taça e fomos para o quarto, sentamos na cama e Michael ligou a TV.

-Você gosta de animação? Desenhos?

-Claro. Amo desenhos animados.

-Qual é seu preferido? Posso saber?

-Branca de Neve. Sou apaixonada por esse filme.

-Hummmm … por essa eu não esperava Dra. Karen!

-Porque? É um filme lindo, Michael. Já perdi a conta de quantas vezes eu assisti.

-Quer dizer que a animação de longa metragem preferida da Dra. Karen é sobre linda moça que se apaixona à primeira vista por um príncipe. O príncipe se encanta pela princesa, mas os dois vivem em mundos separados. São proibidos um para o outro. Ainda assim eles lutam para ficar juntos. Gostei do roteiro.

-Não tinha parado para ver dessa forma… -respondi rindo.

-Já que você gosta de Walt Disney, vamos ver se achamos alguma coisa na TV.

-Sou encantada pelas obras dele. Foi um artista com um talento extraordinário. Acreditou em seu sonho e lutou por ele contra tudo e todos. Passou por dificuldades inimagináveis, como se absoluta falta de dinheiro até para se alimentar, e ainda sim, nunca desistiu e construiu esse império de magia que temos até hoje …

Enquanto eu discorria sobre minha admiração por Walt Disney, Michael me olhava e sorria para mim, passando a mão pelos meus cabelos …

-Que foi? Está me deixando sem graça … - Disse sorrindo porque não fazia idéia do que se passava em sua cabeça.

-Você não existe … Jura que você conhece a biografia de Walt Disney?

-Sim … sou apaixonada pelas obras dele. Porque o espanto?

-Não estou espantado. Estou encantado. -Disse me dando um beijo.

-Se soubesse que ganharia um beijo por gostar de Walt Disney, teria dito antes - respondi rindo.

-Você tem todos que quiser … 

Michael se inclinou sobre mim, me beijando lentamente e ali desistimos do filme.




segunda-feira, 13 de maio de 2019

Butterflies - Capítulo 13

       



       Já estávamos no final de Fevereiro e eram sucessivas reuniões no escritório acertando os detalhes da guarda do filho mais novo de Michael com a mãe da criança e sobre as questões envolvendo os riscos de um documentário que Michael pretendia fazer com um jornalista inglês.

Ainda acompanhava essas questões como advogada auxiliar e não conversava com ele sobre esses assuntos quando estávamos juntos.  

Naquele dia, Dr. Taylor tinha marcado uma última reunião do mês para passar algumas conselhos e orientações jurídicas à Michael, mesmo tendo conhecimento de que ele não seguiria nem metade delas.

Michael sempre chegava pontualmente em suas reuniões com Dr. Taylor. Às 15:00 em pontos todos já estavam presentes e nos encaminhamos para sala de reuniões. Aguardei que todos se acomodassem nos locais que desejavam. 

Dr. Taylor sentou-se primeiro, seguido de Michael que sentou-se à sua esquerda. Seu assistente foi sentar-se ao seu lado e vi que Michael o orientou a pular a cadeira que estava à sua esquerda para sentar-se na próxima. 

Fui me sentar à direita de Dr. Taylor e senti o olhar de Michael, me pedindo para me sentar ao seu lado  … Eu ainda não sabia a razão, só esperava que ele não fizesse nenhuma bobagem que chamasse demais a atenção. Eu sempre ficava tensa quando me encontrava com Michael em público, porque ele era imprevisível.

Durante a reunião, enquanto Dr. Taylor conversava com Michael à respeito dos riscos de exposição em uma entrevista longa sem perguntas pré estabelecidas, senti a mão de Michael no meio de minhas pernas.

Eu não entendia como ele conseguia fazer essas coisas. Ele olhava atentamente para Dr. Taylor, respondia às suas perguntas e ao mesmo tempo deslizava sua mão no meio de minhas pernas. Eu tentava controlar o meu nervoso com a situação e torcia para não ficar vermelha e para que ninguém percebesse o que acontecia debaixo da mesa.

Michael tirou sua mão lentamente e apertou meu joelho. Percebi que ele tinha deixado alguma coisa entre minhas pernas. Era um papel bem dobrado. Guardei no bolso do meu casaco.

Terminada a reunião, todos se levantaram e se despediram. Dr. Taylor dessa vez, chamou  Michael para uma conversa à sós para sua sala. Eu sabia da preocupação do Dr. Taylor com as decisões que Michael vinha tomando e acreditava que ele ira tentar convencê-lo de suas razões nessa oportunidade.

Enquanto Dr. Taylor conversava em particular com Michael, eu voltei para minha sala para digitalizar as anotações da reunião e cuidar de alguns processos com prazos apertados. Aproveitei para ver o que Michael queria me dizer no bilhete.

“Long Legs”

Faça uma mala pequena e
Entre no carro com Chris.

I would give you anything Baby
Just make my dreams come true
You give me Butterflies

Com Carinho
Michael

Eu adorava aquelas borboletas que Michael desenhava para mim. Mas não tinha a menor idéia do que ele estava planejando. Mas com certeza não seria hoje … Ele sabia que tinha compromissos no escritório no dia seguinte.

Não fiquei pensando muito sobre isso. Iria esperar que ele me desse o sinal como sempre.

Não vi quando Michael saiu. 
Terminei meu dia no escritório e fui para casa. Estava animada pois hoje Andrea viria para minha casa. Estava com muitas saudades daquela maluca.

Chegando em casa, tomei um banho rápido e preparei alguma coisa para comer e pouco depois Andrea chegou, trazendo todo aquele barulho dela para minha casa silenciosa e eu adorava isso.

Andrea era uma mulher negra, alta e lindíssima. Tinha uma presença de espírito incrível e era minha melhor amiga desde que me mudei para os EUA. Ela embarcou comigo nessa aventura para Califórnia sem pensar duas vezes. Era minha amiga, minha companheira para todas as horas, mesmo que não nos víssemos mais com a mesma freqüência, eu amava os momentos que passava com ela.

-Se eu não venho te ver hein, Dona Karen … você some …

-Estou sempre aqui para você amiga. Só não te procuro com mais freqüência porque sei que Daryl tem ciúmes de mim também. Disse rindo.

-E desde quando Daryl manda nas minhas amizades …

Nos sentamos e pegamos uma taça de vinho. Ela mesma ria da sua resposta porque perdemos as contas das vezes que Daryl aprontava escândalo porque Andrea passava algum tempo comigo - Uma Amiga Solteira - que era um perigo no seu ponto de vista.
-Você não fica para traz também né, Andrea!!! Tão ciumenta quanto ele… Lembra quando você foi atrás dele quando ele saiu com os amigos e ficou escondida do carro vigiando e eu ainda fui obrigada a ir junto com você de motorista. - Lembrei dessa cena rindo demais.

-Eu vigio para ver se ele não está com outras … não por causa dos amigos! E você fala do meu ciúme …. mas se põe no meu lugar … conseguiria estar com um homem que sai com outras mulheres? Que faz amor com outras mulheres? Que diz para outra pessoa o que diz para você na cama? Você não se sentiria mal com isso? Eu fico louca só com a idéia!!!!
Com aquelas perguntas da Andrea, Michael me veio à cabeça. Eu nunca tinha pensado nele assim … sobre as mulheres que ele tinha. E sim, eu sabia que ele tinha muitas, principalmente suas "fans" e mulheres que trabalhavam com ele … Eu sabia e nunca me preocupei com isso até então.

Era estranho pensar em como ele transava com outras mulheres e sobre os sentimentos que ele tinha quando estava com cada uma delas. Mas acho que a questão era que eu não queria ser propriedade de ninguém e não me sentia no direito de cobrar isso de quem quer que fosse. Mas a idéia de imaginá-lo na cama com outra pessoa, me trouxe um sentimento estranho.

Michael tinha o mundo dele e eu tinha o meu, nós vivíamos os nossos momentos juntos. Eu não queria alguém cercando minha vida e meus pensamentos por todos os lados e eu tinha a impressão que ele também não.
-Oi … tem alguém aí? … Karen, você está saindo com alguém não está, amiga? 

Andrea me questionou depois de minha longa pausa em que me perdi em meus pensamentos. Eu tinha muita dificuldade em esconder as coisas dela, ela me conhecia tão bem, que se eu mentisse, ela saberia.

-Sim Andrea, eu vejo alguém esporadicamente.

-Me conta tudooooooo. Porque não me falou antes? Como ele se chama? Como ele é? Quero saber tudo …

Andrea estava animada e eu ri da animação dela.

-Não posso falar a respeito disso amiga. Vejo essa pessoa quando temos tempo disponível. Saímos juntos há uns 3 meses, ele me liga quase todos os dias, mas é só isso.

Andrea estava com os olhos arregalados e com um semblante assustado.

-Ele é casado? Tem namorada? Karen, você é louca! Você só pode estar louca …

-Não, ele não é casado. Mas não sei se tem namorada … deve ter algumas. Respondi rindo.

-Você sabe que pode se machucar nessa né amiga? O que esse cara tem para você embarcar em uma coisa dessas … Não precisa me dizer quem é, mas conta alguma coisa, qualquer coisa. Eu quero saber de você e não dele.

-Conheci essa pessoa no início de dezembro do ano passado. Me molhei toda assim que ele se aproximou de mim. - contei à ela rindo de mim mesma 

- Andrea, foi a coisa mais louca que senti em toda minha vida. Ele me olha e eu já estou pronta para ele, todas as vezes, sem exceção. Ele é lindo, Andrea. O homem mais lindo que já tive na minha vida. Tem um sorriso lindo e contagiante, é divertido, inteligente, imprevisível, petulante, sensível, carinhoso e o sexo amiga … não consigo te descrever o que é fazer sexo com esse homem. Fico louca com ele.

-Karen, eu não acredito no que eu estou ouvindo. Não é você falando isso … Eu mal posso acreditar que isso tudo aí saiu da sua boca "agorinha". Amiga ….você está apaixonada por ele! Você está "caidinha" por esse cara amiga …

Andrea me olhava com tanto espanto que chegou a se levantar do sofá. Como se fosse algo fora da realidade o que eu disse para ela. Me surpreendi com a reação dela porque não pensei muito antes de falar tudo aquilo …

-Eu também tenho sentimentos - respondi rindo - Eu não sei exatamente o que sinto por ele Andrea … Sinto muito carinho, fico feliz sempre que o vejo e gosto de estar com ele. Sinto saudades quando ele está longe … 

-Karen …. Olha para você gata … você seria mais do que suficiente para qualquer cara por aí … e está dando para um cara que você mesma disse que pode ter namorada, OU MAIS DE UMA!. O que esse cara pensa que ele é …? O Rei do Pop em suas Gold Pants?

O comentário de Andrea foi aleatório, ela ela fã de Michael … mas ainda assim congelei completamente quando ela mencionou aquele nome e achei melhor tentar desviar a conversa …Antes que eu escorregasse em meus pensamentos.
-Pode ser que ele ache isso - respondi rindo. Mas Andrea, não é porque me sinto atraída, porque gosto de estar com ele e sinto sua falta,  que tenho a necessidade de controlar sua vida. Ele me conta o que se sente à vontade para contar e vice-versa. Passamos bons momentos juntos. Vivemos nossos momentos. Precisa mais que isso?

É … pensando assim … você tem razão …Mas eu não deixaria meu homem transar com outra mulher … nem pensar … - Disse Andrea já arregalando seus olhos e alterando seu tom.

-Eu sei bem disso amiga. - respondi rindo - Mas ele não é meu homem e eu não sou mulher dele. Ele vem quando me quer, quando não consegue ficar longe, o mundo pára e não existe mais nada além de nós dois, eu sei que ele está ali por mim. Não existem problemas, não existem outras pessoas, nada … só eu e ele e atração louca que temos um pelo outro e isso é mais excitante e significa muito mais para mim do que se eu dividisse minha pasta de dentes com ele.

-Karen, Karen … esse cara está mexendo com você …. Eu te conheço …. Viu como você fala dele? “Lindo, maravilhoso, divertido, inteligente” … Se você não está apaixonada por ele, me dá outro nome para isso gata … 

Eu não respondi nada para Andrea … escutar tudo aquilo sobre mim mesma, vindo dela que me conhece desde quando éramos crianças … Me assustou e eu perdi a fala.

-Não precisa ficar assim né Karen? Não queria te chatear … Minha amiga com "nervos de aço" …Mas que você está “caidinha" por ele …. Ahhhh amiga … isso você está!

Andrea dava risada da minha cara e eu ria com ela. Só que meu riso era puro nervoso, de ver pela primeira vez a coisa toda sob um outro ponto de vista.

- Só toma cuidado amiga. Esse cara tem todo potencial para te magoar.

Mudamos de assunto e conversamos muito. Terminamos nossa garrafa de vinho e Andrea foi embora. Mas tudo aquilo que ela me falou sobre mim mesma ficou ali, guardado e me fez pensar no que eu estava me metendo. Eu sabia que tudo aquilo nunca poderia dar certo e mesmo assim, eu não conseguia mais ficar longe de Michael e eu não conseguia achar uma explicação para isso dentro de mim.


sábado, 11 de maio de 2019

Butterflies - Capítulo 12



-Já fez sexo no carro “Long Legs”?

-Não em uma limousine particular …

-Existe uma primeira vez para tudo …

Eu só pedia à Deus que aquela cabine tivesse isolamento acústico, porque sabia exatamente o que faríamos dentro daquele carro. 

Sentia aquelas mãos quentes em cada centímetro do meu corpo, por cima e por baixo da minha roupa. Nossas bocas se encaixavam perfeitamente e sua língua deslizava na minha, com movimentos tão sincronizados que podia sentir meu corpo inteiro conectado ao dele.

Michael desabotoou os primeiros botões da minha camisa e afastou meu sutiã, beijando e sugando meu seio, distribuindo beijos pelo meu peito e meu pescoço. Sentia a pressão de suas mãos em meus quadris e ele me sussurrava elogios o tempo todo. Sua voz, sussurrando para mim … me enlouquecia.

Enquanto eu desabotoava sua calça, ele me estimulava por cima da minha calcinha. Suas mãos apertavam minhas coxas e meus glúteos por baixo da minha saia.

Com a calça já desabotoada, eu o provocava, deslizando meu corpo no seu, tocando e escorregando por ele delicadamente, com minha calcinha totalmente molhada. Ele me beijava,  sentia suas mãos pelas minhas costas.

Michael afastou minha calcinha, deslizando seus dedos por entre minhas pernas, mordendo os lábios e olhando nos meus olhos 

-Agora eu tenho certeza … -Ele me disse, passando a língua pela boca, com aquele olhar um tanto convencido.

-Podia ter tirado sua dúvida antes. Já estava molhada quando te beijei hoje pela primeira vez. Respondi rindo.

Ergui meu corpo e me encaixei bem devagar nele, olhando dentro dos seus olhos . Descia lentamente e antes que estivesse inteiro dentro de mim, subia novamente. Massageava sua extremidade com meu corpo por alguns instantes e repetia tudo mais uma vez. Eu via que aquilo estava o deixando maluco. Cada vez que eu retomava meus movimentos … ele fechava seus olhos e apoiava a cabeça no encosto do banco, buscando fôlego. Eu não tinha pressa. 

-O que você está fazendo? Quer me deixar louco? 

Eu estava totalmente molhada e o escorreguei inteiro para dentro do meu corpo. Arranquei dele gemidos longos em meus ouvidos.

Ele não podia se mover muito na posição em que estava, e tive total controle do prazer que iria proporcionar para ele. Eu o observava atentamente. Queria seus pontos mais sensíveis. Queria saber onde ele perdia o controle.

Eu o mantinha dentro de mim e movimentava meus quadris no seu colo em um ritmo constante de ir e vir … rebolando sobre ele e quando percebia que ele estava no limite, me levantava até quase perdermos o contato dos nossos corpos e descendo lentamente mais uma vez, começando tudo mais uma vez. Arrancava dele sons que nunca tinha ouvido e sentia suas mãos me agarrarem enquanto eu retomava o ritmo. Ele beijava minha boca, prendendo meus lábios entre seus dentes e deslizando sua língua por eles.

-Deus Karen … por favor … 
Eu me excitava vendo aquele homem lindo perdendo o controle comigo.

-Karen, espera …

Olhei para ele, mordi meus lábios como ele fazia … olhando nos seus olhos

-Mas eu nem comecei ainda.

Michael riu, tenho certeza de ele se lembrou do que fez comigo.

-Hoje você goza para mim … no meu tempo.

Enquanto me movimentava sobre ele, sentia toda sua espessura dentro de mim, ele latejava … rígido. Ele estava suando muito e via que ele não estava mais tão controlado comigo.

E não demorou muito … Deixei aquele homem louco dentro daquele carro.

-Você está muito rebelde hoje “Long Legs” …
Michael me tirou do seu colo e me colocou no banco, levantando minha saia e afastando minhas pernas sem muita cerimonia. Quando senti sua boca me tocar … eu perdi o fôlego … Ele me sugava lentamente e deslizava sua língua até quase me penetrar com ela.  Eu já sabia o que viria em seguida e só a expectativa fazia com minhas pernas tremessem. Michael percebeu porque em seguida ele segurou minhas coxas com firmeza e senti sua língua vibrando e ele a movimentava rápido. 

Enquanto ele me estimulava com sua língua, senti seus dedos me invadirem, me massageando por dentro. Senti aquela onda de prazer percorrer cada centímetro do meu corpo, enquanto eu me contorcia com seu rosto entre minhas pernas. Gozei, intensamente. Era uma loucura o que ele era capaz de fazer com a boca.

Éramos altos, tanto eu, quanto ele …e sinceramente não sei como conseguimos fazer sexo naquelas posições dentro do carro … Mas fizemos. 

Senti pena daquele pobre motorista … estávamos transando há mais de duas horas naquele carro, enquanto ele dirigia sem rumo.

Michael estava deitado com o corpo apoiado na lateral do banco e eu entre suas pernas, deitada sobre ele. Ele me abraçava, apoiado o queixo no meu ombro.

-Eu podia começar tudo de novo agora mesmo.

E e senti suas mãos começando a percorrer meu corpo mais uma vez.

-Sei disso. "You don’t stop `til you get enough” … E não me diga que não … porque essa é autoral. Disse rindo

Michael gargalhava do meu comentário. Ele tinha a gargalhada mais contagiante que já vi. E eu sempre acabava rindo da risada dele …

-Mas não podemos ficar andando de carro o dia todo, Sr. Insaciável. Seu motorista pode precisar ir ao banheiro à uma hora dessas.

-Você tem razão … ele disse ainda rindo.

Michael baixou o vidro da cabine e pediu ao motorista que providenciasse a troca de carros na mesma estrada, alguns quilômetros para frente. Fechando o vidro novamente ele olhou para mim e agora ele estava mais sério … e eu não fazia idéia do que ele poderia querer me dizer.

-Karen, eu não quero mais ficar tanto tempo sem te ver. Eu sei que é pedir muito, sujeitar você à esse tipo de encontro como o que tivemos hoje, expor sua intimidade para pessoas que você não conhece, como meus seguranças e motoristas, porque acredite, eles sabem o que nós fazemos…

Nesse momento Michael fez uma pausa, rindo da nossa situação junto aos seus funcionários. Retomando em seguida.
-Mas eu não vejo outra forma … Não posso pedir que aceite ficar se encontrando comigo assim, mas eu realmente quero te ver  …. mais do que tenho visto.

-Eu entendo você Michael. Quanto aos seus seguranças e motoristas …sei que precisa deles e se incomoda com a presença deles também … Faz parte de ser quem você é … E eu estou com aqui, não estou? Eu também não queria mais ficar tanto tempo sem te ver.

-Posso te surpreender mais vezes então?

Respondi com um sorriso e um beijo, lento, longo.  

Chegando ao ponto de troca de carros, me despedi de Michael e não demorei para descer e ir para o outro carro. Chris me levou de volta para casa e já era bem tarde.


Eu e Michael continuamos nos vendo, com muito mais freqüência durante todo mês de janeiro e fevereiro. Não ficávamos mais de 2 ou 3 dias sem nos encontrar. Marcávamos quase sempre à noite, em algum dos hotéis de Los Angeles, algumas poucas vezes em minha casa ou em algum apartamento alugado em nome de algum de seus funcionários. Não podíamos nos dar ao luxo de criar qualquer tipo de rotina que chamasse a atenção de curiosos.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Butterflies - Capítulo 11





Voltei para casa no final da segunda semana de janeiro de 2002 e na segunda-feira já voltaria a trabalhar.

No dia seguinte à minha chegada de viagem, era início da tarde quando o telefone tocou, era Samantha.

-Dra. Karen, boa tarde, tudo bem? Como está passando de férias?
-Boa tarde Samantha, estou bem obrigada. Algo urgente?
-Na verdade sim…
-Dr. Taylor ainda está de férias e o Mr. Jackson está aqui e deseja vê-la. 
-Samantha, diga à ele que já retornei de viagem, mas ainda estou de férias, que retorno ao escritório dia 14. Avise que ele pode me ligar quando desejar. Infelizmente hoje eu não consigo ir.
-Mas Dra. Karen, foi realmente complicado arrumar um tempo em minha agenda para vir até aqui …
-Michael?
-Sim … como você está?
-Estou bem. Michael, me desculpe, hoje não consigo mesmo ir ao escritório.
-Não se preocupe, deixarei os papéis em um envelope com a secretária. Na segunda-feira você me retorna. Pode ser assim? Tudo bem para você?
-Claro. Até mais.
-Até breve.

Sim, Michael tomou o telefone das mãos de Samantha, mas isso nem me espantava mais … ele sempre fazia o que bem entedia. Eu queria muito vê-lo, mas voltar ao trabalho antes de terminar minhas férias … se entrasse lá naquele dia, não sairia tão cedo e eu precisava descansar. Estava desde o dia anterior organizando minha casa e meus compromissos para próxima semana.

Terminei tudo que tinha para fazer, tomei um banho e pouco depois, a campainha toca. Olhei pelo olho mágico, era Chris, o segurança de Michael.

-Chris? Boa Tarde … o que faz aqui? Aconteceu alguma coisa séria com Michael? Ele esteve no escritório há pouco mais de 01 hora …
-Boa tarde Dra. Karen. Não se preocupe, Mr. Jackson está bem. Ele me pediu que entregasse essa nota e aguardasse no carro. Quando estiver pronta me avise.

Agradeci ao Chris, pobre homem, devia ser o cafetão de Michael… - Pensei rindo e fechei a porta. Pronta para que afinal?

“Long Legs”, 
Entre no carro com Chris … Preciso ver você …
Por favor … Não me diga não …
Com carinho
Michael

Eu não tinha planos, então resolvi ver onde ele queria que eu fosse. Eu gostava desse suspense e fazia aproximadamente um mês que eu não o via.

Me troquei e fui ao encontro de Chris, que me aguardava na porta.

-Estou pronta, Chris. O que seu chefe tem em mente?
-Infelizmente não posso dizer Dra.. Entre e fique à vontade.

-Tudo bem Chris. Quando acho que as surpresas se seu chefe estão acabando, ele sempre aparece com uma maior. Obrigada por aguardar e por estar à disposição.

-Às suas ordens Dra..

Depois de aproximadamente 01 hora, chegamos em uma estrada isolada, Chris parou o carro, desceu e abriu a porta do carro para mim.

-Dra. Karen, Mr. Jackson te aguada no outro carro.

- Tudo bem Chris … 
E fui ao encontro de Michael em uma limousine preta. O motorista da limo abriu a porta para mim e lá estava meu moleque de 43 anos.
-Karen …Que bom que veio!
-Oi Michael. Um carro bem discreto para quem não quer ser notado …
-Sou um homem discreto. - Rindo ironicamente do meu comentário.

-Claro que é. Parece que embarquei em mais uma de suas loucuras - eu disse rindo.

-Estava ansioso para te ver … - ele disse me puxando para sentar ao seu lado.
-Por isso mandei te buscar, já que você não veio ao meu encontro de livre e espontânea vontade - disse rindo.

Deus, eu tinha que aprender a controlar meu corpo quando esse homem se aproximava.   

Michael me abraçou e eu o beijei. Eu podia sentir o calor do seu corpo de novo, sua respiração perto do meu rosto e suas mãos pelo meu corpo. Eu sugava delicadamente seus lábios inferiores e invadia sua boca com minha língua. Deslizava minhas mãos pelos seus cabelos, pelo seu rosto e sua nuca. Sentia sua mão se entrelaçando em meus cabelos perto da minha nuca e me envolvendo pela cintura. Eu não queria que aquele beijo tivesse fim. Aquilo era novo para mim. Eu realmente senti sua falta. Sentia saudades dele …

Não dissemos nada um para o outro por alguns instantes.
-Quer me contar como foi de férias?

-Visitei minha família em Washington, eles moram em uma região bem afastada do centro, uma área bem isolada e tranquila. Foi bom revê-los. Não tenho muitas chances de ir até lá devido ao trabalho. E suas crianças? Se divertiram no Natal?

- Sim … muito. Eu me diverti muito com eles também. Mas tive compromissos de trabalho nesse meio tempo também.
Michael ficou quieto de repente e eu não estava acostumada a vê-lo com aquele semblante tão pensativo … 

-Tem alguma coisa te preocupando Michael?

-Não sei se devo te perguntar o que gostaria … 

-Pode me perguntar o que quiser… Se não puder ou não quiser responder, vou te dizer.

-Eu tentei falar com você no final do ano …- Ele fez uma pausa e sabia que ele esperava saber minhas razões. 

-Não levei meu celular. Na região em que minha família mora, celulares quase nunca funcionam. Não imaginei que você fosse me ligar … sabia que estava com sua agenda cheia e as festas de final de ano com seus filhos, seus amigos …

Seu silencio me deixava inquieta.

-Michael? Diga exatamente o que você quer saber …

-Por que você não quis ir até o escritório hoje mais cedo? Teve dúvidas se ainda queria me ver?

Ele fez suas perguntas e senti seu olhar se desviar de mim.

-Michael, olha para mim … Não fui ao seu encontro no escritório porque se acaso eu tivesse ido, hoje seria meu primeiro dia de trabalho após as férias e teria inúmeras pendências  para resolver. Ficaria presa por lá até tarde. Essa foi a razão.

Ele sorriu, mas eu sentia que ele estava desconfortável com as perguntas que estava me fazendo. De certa forma, eu entedia suas dúvidas, pois eu mesma compartilhei daqueles pensamentos durante sua ausência - "Não saber se ele queria me ver mais uma vez”.

-Pensei em você, Michael, nos nossos encontros… Quando você me disse que estava com sua agenda cheia e nos afastamos, eu não sabia se veria você de novo. Eu não sabia se você iria me procurar mais uma vez. Mas pensei em você … muito.

-Me desculpa fazer tantas perguntas, Karen … Tive a impressão de que aceitou meu convite para se encontrar comigo aqui por causa da minha insistência. Eu precisava saber … Se veio ao meu encontro porque mandei te buscar ou porque queria me ver. Não sei por que, mas precisava saber.

Percebendo que o carro estava em movimento e estávamos em uma cabine completamente isolada do motorista, me sentei em seu colo, de frente para ele, com seu corpo entre minhas pernas e olhei dentro dos seus olhos.

Permaneci assim por alguns instantes … deslizando meus dedos pelos seus lábios e contornando seu rosto. Ele era um homem incrivelmente lindo … Então pressionei meu corpo contra do dele e consegui toda sua atenção para mim. 

-Pareço com alguém que cede à insistências, apenas por ceder? Quando te beijei minutos atrás … pareço com alguém que não deseja estar com você?
-Não … - Ele me respondeu sorrindo -Mas precisava saber…

-Sabe agora? Perguntei aproximando todo meu corpo do seu, tocando seu lábios com os meus. Sou louca por você.

E pude ver aquele sorrido levado que eu adorava nele e aquele olhar que me incendiava por dentro mais uma vez.



Butterflies - Capítulo 10


O ano já estava acabando e eu sempre fazia uma análise das minhas conquistas e fracassos, metas anteriores que consegui alcançar e as que seriam adiadas. Pode parecer um costume bobo, mas me ajudava a manter o foco em meus objetivos. 

Revirando a gaveta do meu criado mudo, procurava minhas anotações pessoais que guardava dentro de uma caixa. Era estranho pensar em como aqueles papéis eram fragmentos da minha vida, cheios de lembranças, boas e ruins … algumas que eu realmente gostaria de esquecer.

Olhando para as fotos do meu último relacionamento … sim, eu tinha me livrado de um relacionamento tóxico este ano, de sentimentos fora de controle, da dependência emocional, de obrigações e satisfações. Agora eu controlava minha vida em todos os aspectos e isso me trazia um alívio enorme. 

Eu realmente acreditava que a felicidade, a satisfação consigo mesmo não depende de alguém e que ninguém deveria delegar para outra pessoa a responsabilidade de fazê-la feliz. 

Em meio aos meus pensamentos escuto meu telefone tocando ao fundo. Era o namorado da Andrea. Ela ainda estava em minha casa dias antes do Natal, que já se aproximava. Anotei o recado de Daryl.

Assim que Andrea chegou, avisei à ela sobre o telefonema. Andrea ficava tensa sempre que Daryl ligava e eu ficava espantada em vê-la tão presa à um relacionamento cheio de cobranças.

-Andrea, porque você ainda está com Daryl?
-Porque eu o amo Karen.
Nos sentamos no sofá da sala para conversarmos um pouco.

-Eu entendo amiga, mas que tipo de amor é esse que te enche de exigências, de interrogatórios? Vejo que vocês precisam saber constantemente onde o outro está, com quem está, o que está fazendo … Esse ciúme, essa necessidade de apropriação que vocês têm um sobre o outro … Isso parece tão distante de amor, de cumplicidade para mim.
-Daryl é ciumento Karen, eu também sou e sei que perdemos boa parte do tempo que passamos juntos discutindo sobre isso ao invés de fazer qualquer outra coisa mais produtiva. Ele é uma pessoa muito “reativa" e eu sou muito emocional. Vivemos um relacionamento intenso, mas emocionalmente cansativo … Eu sei. Você já passou por isso e sabe do que estou falando.

-Sim Andrea, mas me livrei dele assim que pude … 

-Se a gente não toma conta, amiga, vem outra mulher e pula em cima do nosso homem!  Sabe Karen … eu não sei como você consegue ficar tão sozinha … Você não acredita em casamento, morar junto?

-Acredito sim, Andrea. Acho que duas pessoas podem sim, se casar, viver juntas … Só não me imagino dentro desse contexto. 

-Mas você quer ficar sozinha para o resto da vida amiga? Pelo amor de Deus!!! Olha para você amiga … Linda … uma mulher interessante, com uma conversa agradável …que cara não iria querer casar com você… E você fica nesse isolamento … Ahhh … deixa … não vou ficar te “jogando confete” à toa. Não te entendo amiga …  

-Obrigada pelo confete - Disse sorrindo para Andrea -Não é querer viver em isolamento. Só acho que não estou preparada, não tenho vontade agora, de compartilhar minha vida com ninguém. Estou feliz comigo assim.

-Eu odeio o Justin pelo que ele fez com sua cabeça. Esse cara era louco e deixou você louca também …

-Foi um relacionamento horrível mesmo … a forma com que ele me perseguia, tinha ciúmes de tudo e de todos … a minha vida era dar satisfações à ele dia e noite. Foi difícil, mas me livrei dele …completamente. Mas ele não me deixou louca - respondi rindo.

-Eu sei Karen. Eu sei amiga. Eu só espero que um dia você consiga se abrir para alguém de novo.

-Quem sabe um dia … Mas não tão cedo.

Eu amava muito Andrea. Éramos totalmente diferentes uma da outra, mas ela me acolhia com sua amizade sincera e desbocada. Eu estava realmente triste porque ela já iria embora.
No dia seguinte e iria visitar meus parentes em Washington e estava ansiosa para vê-los. Falei com Michael algumas vezes, mas não vi necessidade de avisá-lo sobre minha ausência durante esse período. Eu realmente não sabia se ele voltaria a me procurar.



Butterflies - Capítulo 30

Quando estávamos próximos ao hotel em que Michael estava hospedado, ele me deu um casaco grande, preto e com capuz para que eu ves...