sábado, 11 de maio de 2019

Butterflies - Capítulo 12



-Já fez sexo no carro “Long Legs”?

-Não em uma limousine particular …

-Existe uma primeira vez para tudo …

Eu só pedia à Deus que aquela cabine tivesse isolamento acústico, porque sabia exatamente o que faríamos dentro daquele carro. 

Sentia aquelas mãos quentes em cada centímetro do meu corpo, por cima e por baixo da minha roupa. Nossas bocas se encaixavam perfeitamente e sua língua deslizava na minha, com movimentos tão sincronizados que podia sentir meu corpo inteiro conectado ao dele.

Michael desabotoou os primeiros botões da minha camisa e afastou meu sutiã, beijando e sugando meu seio, distribuindo beijos pelo meu peito e meu pescoço. Sentia a pressão de suas mãos em meus quadris e ele me sussurrava elogios o tempo todo. Sua voz, sussurrando para mim … me enlouquecia.

Enquanto eu desabotoava sua calça, ele me estimulava por cima da minha calcinha. Suas mãos apertavam minhas coxas e meus glúteos por baixo da minha saia.

Com a calça já desabotoada, eu o provocava, deslizando meu corpo no seu, tocando e escorregando por ele delicadamente, com minha calcinha totalmente molhada. Ele me beijava,  sentia suas mãos pelas minhas costas.

Michael afastou minha calcinha, deslizando seus dedos por entre minhas pernas, mordendo os lábios e olhando nos meus olhos 

-Agora eu tenho certeza … -Ele me disse, passando a língua pela boca, com aquele olhar um tanto convencido.

-Podia ter tirado sua dúvida antes. Já estava molhada quando te beijei hoje pela primeira vez. Respondi rindo.

Ergui meu corpo e me encaixei bem devagar nele, olhando dentro dos seus olhos . Descia lentamente e antes que estivesse inteiro dentro de mim, subia novamente. Massageava sua extremidade com meu corpo por alguns instantes e repetia tudo mais uma vez. Eu via que aquilo estava o deixando maluco. Cada vez que eu retomava meus movimentos … ele fechava seus olhos e apoiava a cabeça no encosto do banco, buscando fôlego. Eu não tinha pressa. 

-O que você está fazendo? Quer me deixar louco? 

Eu estava totalmente molhada e o escorreguei inteiro para dentro do meu corpo. Arranquei dele gemidos longos em meus ouvidos.

Ele não podia se mover muito na posição em que estava, e tive total controle do prazer que iria proporcionar para ele. Eu o observava atentamente. Queria seus pontos mais sensíveis. Queria saber onde ele perdia o controle.

Eu o mantinha dentro de mim e movimentava meus quadris no seu colo em um ritmo constante de ir e vir … rebolando sobre ele e quando percebia que ele estava no limite, me levantava até quase perdermos o contato dos nossos corpos e descendo lentamente mais uma vez, começando tudo mais uma vez. Arrancava dele sons que nunca tinha ouvido e sentia suas mãos me agarrarem enquanto eu retomava o ritmo. Ele beijava minha boca, prendendo meus lábios entre seus dentes e deslizando sua língua por eles.

-Deus Karen … por favor … 
Eu me excitava vendo aquele homem lindo perdendo o controle comigo.

-Karen, espera …

Olhei para ele, mordi meus lábios como ele fazia … olhando nos seus olhos

-Mas eu nem comecei ainda.

Michael riu, tenho certeza de ele se lembrou do que fez comigo.

-Hoje você goza para mim … no meu tempo.

Enquanto me movimentava sobre ele, sentia toda sua espessura dentro de mim, ele latejava … rígido. Ele estava suando muito e via que ele não estava mais tão controlado comigo.

E não demorou muito … Deixei aquele homem louco dentro daquele carro.

-Você está muito rebelde hoje “Long Legs” …
Michael me tirou do seu colo e me colocou no banco, levantando minha saia e afastando minhas pernas sem muita cerimonia. Quando senti sua boca me tocar … eu perdi o fôlego … Ele me sugava lentamente e deslizava sua língua até quase me penetrar com ela.  Eu já sabia o que viria em seguida e só a expectativa fazia com minhas pernas tremessem. Michael percebeu porque em seguida ele segurou minhas coxas com firmeza e senti sua língua vibrando e ele a movimentava rápido. 

Enquanto ele me estimulava com sua língua, senti seus dedos me invadirem, me massageando por dentro. Senti aquela onda de prazer percorrer cada centímetro do meu corpo, enquanto eu me contorcia com seu rosto entre minhas pernas. Gozei, intensamente. Era uma loucura o que ele era capaz de fazer com a boca.

Éramos altos, tanto eu, quanto ele …e sinceramente não sei como conseguimos fazer sexo naquelas posições dentro do carro … Mas fizemos. 

Senti pena daquele pobre motorista … estávamos transando há mais de duas horas naquele carro, enquanto ele dirigia sem rumo.

Michael estava deitado com o corpo apoiado na lateral do banco e eu entre suas pernas, deitada sobre ele. Ele me abraçava, apoiado o queixo no meu ombro.

-Eu podia começar tudo de novo agora mesmo.

E e senti suas mãos começando a percorrer meu corpo mais uma vez.

-Sei disso. "You don’t stop `til you get enough” … E não me diga que não … porque essa é autoral. Disse rindo

Michael gargalhava do meu comentário. Ele tinha a gargalhada mais contagiante que já vi. E eu sempre acabava rindo da risada dele …

-Mas não podemos ficar andando de carro o dia todo, Sr. Insaciável. Seu motorista pode precisar ir ao banheiro à uma hora dessas.

-Você tem razão … ele disse ainda rindo.

Michael baixou o vidro da cabine e pediu ao motorista que providenciasse a troca de carros na mesma estrada, alguns quilômetros para frente. Fechando o vidro novamente ele olhou para mim e agora ele estava mais sério … e eu não fazia idéia do que ele poderia querer me dizer.

-Karen, eu não quero mais ficar tanto tempo sem te ver. Eu sei que é pedir muito, sujeitar você à esse tipo de encontro como o que tivemos hoje, expor sua intimidade para pessoas que você não conhece, como meus seguranças e motoristas, porque acredite, eles sabem o que nós fazemos…

Nesse momento Michael fez uma pausa, rindo da nossa situação junto aos seus funcionários. Retomando em seguida.
-Mas eu não vejo outra forma … Não posso pedir que aceite ficar se encontrando comigo assim, mas eu realmente quero te ver  …. mais do que tenho visto.

-Eu entendo você Michael. Quanto aos seus seguranças e motoristas …sei que precisa deles e se incomoda com a presença deles também … Faz parte de ser quem você é … E eu estou com aqui, não estou? Eu também não queria mais ficar tanto tempo sem te ver.

-Posso te surpreender mais vezes então?

Respondi com um sorriso e um beijo, lento, longo.  

Chegando ao ponto de troca de carros, me despedi de Michael e não demorei para descer e ir para o outro carro. Chris me levou de volta para casa e já era bem tarde.


Eu e Michael continuamos nos vendo, com muito mais freqüência durante todo mês de janeiro e fevereiro. Não ficávamos mais de 2 ou 3 dias sem nos encontrar. Marcávamos quase sempre à noite, em algum dos hotéis de Los Angeles, algumas poucas vezes em minha casa ou em algum apartamento alugado em nome de algum de seus funcionários. Não podíamos nos dar ao luxo de criar qualquer tipo de rotina que chamasse a atenção de curiosos.

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