quinta-feira, 20 de junho de 2019

Butterflies - Capítulo 29



       Depois que saímos do banheiro, eu e Michael nos separamos, nos misturamos aos convidados mais uma vez e fomos para nossas mesas jantar. Me sentei ao lado de Suzan, uma outra colega de trabalho, que eu gostava muito.

-Karen, você já percebeu né?

-O que Suzan?

-O Charles não tira os olhos de você.

-Percebi que ele é bem atrevido. - Respondi rindo.

-Ele é lindo Karen. Eu não pensava duas vezes.

-Vai lá ….

-Como? Ele só olha para você … -Ela me disse rindo.

-Não estou interessada Suzan. Sinta-se à vontade para atacar. 

-Olha que eu vou hein… Você está namorando?

-Gosto de outra pessoa. Mas não estou namorando.

-Eu entendo. Uma pena… porque ele é gostoso demais.

Continuei rindo com a Suzan e da sua tara no Charles até o final do serviço de jantar, quando Dr. Muller se aproximou de mim.

-Karen… Está gostando do jantar?

-Claro Dr. Muller. Uma festa lindíssima. Parabéns ao senhor e sua esposa. Muito bom gosto.

-Muito obrigado. Fique à vontade agora e divirta-se na festa. Não está mais à trabalho por hoje. Na sala principal tem um bar, improvisamos uma pista de dança… Vá lá, sirva-se e se divirta um pouco.

-Muito obrigada Dr. Muller. Farei isso.

Achei que seria uma boa idéia beber alguma coisa e observar as pessoas. Fui até o bar e pedi uma taça de Champagne. Me virei de costas para o bar e passei a observar os músicos. Eu admirava quem tinha esse dom tão lindo para música.

-Eis que encontro a mulher mais atraente da festa mais uma vez.

Era Charles de novo. Ele se aproximou deslizando a mão pelas minhas pernas, me envolvendo pela cintura e me levantando do banco em que eu estava.

-Essa taça já está pela metade, fica com essa…

Ele trocou a taça que estava na minha mão sem que eu tivesse tempo para recusar ou aceitar.

-Você é bem decidido, não?

-Não consigo parar de olhar para você.

Ele me puxou para dançar e deslizando suas mãos pelas minhas costas, começou a falar no meu ouvido.

-Posso te levar para casa hoje?

-Não Charles. Muito Obrigada.

Eu estava tentando me afastar do Charles quando ouvi a voz de Michael atrás de mim.

-Com licença…Dança comigo Karen… Adoro essa música.

Michael segurou na minha mão e me puxou para ele. Charles não tinha muito o que argumentar com o convidado de honra da casa e se afastou. 

-Esse cara está me dando trabalho hoje, hein? - Ele falou baixo no meu ouvido rindo.

-Não sei o que deu nele …

-Eu sei bem o que ele tem… Sofro da mesma coisa.- Ele me disse rindo.

Eu cheguei próximo do seu ouvido.

-Ele não me interessa. Sou sua.

-Pena ele não saber disso.

-Quer dizer que gosta de Overjoyed do Stevie Wonder, Mike?

-Você não? “For did my dreams… come true when I looked at you” …“Over love … over me"

-Queria poder te beijar aqui.

-Pensamos juntos. Saia da festa 1:00 em ponto …Adivinha quem eu trouxe comigo?

-Chris?

-Sim … Entra no carro que ele te indicar. Ele está lá fora. Vou embora logo e quero levar você para casa. Vou demorar meia hora para sair depois de você.

-Combinado.

-Vejo você mais tarde.
Pouco depois da música terminar nos separamos mais uma vez. A gente não podia chamar atenção ali. Haviam muitos colegas de trabalho e todos os olhos estavam em Michael. Fui para o bar mais uma vez. Desta vez Suzan estava por lá.

-Michael Jackson gostou de dançar com você amiga… - Ela me disse rindo.

-Parece que sim. Nos conhecemos já faz bastante tempo. É umas das pessoas mais incríveis que já tive o prazer de conhecer.

-Verdade Karen. Todos dizem isso dele, que tem um coração de ouro.

-Sem dúvida.

-E é uma perfeição de homem.

-Tenho que te dar razão mais uma vez. É um homem perfeitamente lindo - Disse rindo.

-Posso ser indiscreta?

  -Já está sendo amiga …

-O que ele tanto falava e ria com você? É que é o Michael Jackson né amiga…

-Acho que ele quis me tirar de uma situação desconfortável com Charles. Nos conhecemos há bastante tempo e acho que ele percebeu que Charles estava me incomodando. Só foi cavalheiro. Falou da música Suzan… que adora Stevie Wonder. Só isso.

-E o Charles, Karen?

-Sexy … mas não tenho interesse nele.

-E Michael Jackson?

-Se ele desse bola para mim… Não pensaria duas vezes Suzan. - Disse rindo, arrancando gargalhadas da Suzan.

Já estava próximo da 1:00 a.m. e comecei a me despedir dos colegas, do meu chefe e de Michael, que estava ao seu lado. Pontualmente 1:00 a.m. eu estava na porta e avistei Chris. Não falamos nada. Chris abriu a porta do carro com vidros totalmente escuros, eu entrei e aguardei. Pontualmente meia hora depois, notei que os seguranças já tinham isolado a saída e o acesso para o carro e Michael entrou.

-Não se preocupe Baby, ninguém chegou perto do carro, ninguém te viu. 

Michael percebeu minha preocupação em ser vista dentro do seu carro na saída da festa. Afinal, lá estava eu, em meu ambiente de trabalho, fazendo sexo com ele… mais uma vez.

-Tudo bem. Me desculpe. Sempre fico tensa quando estou em ambiente de trabalho.

-Eu também fico. - Ele disse rindo. - Preciso do seu endereço… 

-Claro …

Passei o meu endereço para o Chris, que iniciou o trajeto até lá.

Michael me beijou. Ele deslizava as mãos pelo meu rosto e pelo meu cabelo enquanto eu percorria seu pescoço com as minhas. 

-Senti tanto sua falta Baby …

-Você fica em Paris por quanto tempo, baby?

-Vou embora depois de amanhã. Foi uma loucura vir assim. Mas eu precisava te ver. 

-Você veio até aqui para me ver? E os contratos?

-Não tem contrato nenhum baby. Tudo que eu vim fazer aqui está bem aqui na minha frente. Eu tinha que ver você.

Eu me aproximei do seu ouvido para dizer o que eu sentia, eu não iria deixar mais passar, já tinha me arrependido disso antes.

-Mike… Eu te amo tanto… Senti tanto sua falta… Como se tivesse deixado um pedaço de mim para trás. Sempre falta alguma coisa na minha vida… Falta você.

-Eu deixei você escapar. Mas eu te amo do fundo do meu coração. Por isso estou aqui…Porque a falta que sinto de você dói… E eu já não suportava mais.

-Estamos chegando.

-Qual é sua casa?

-Aquela branca… com uma borboleta desenhada na caixa de correio.

Chris parou o carro na porta da minha casa. E Michael ficou tentando enxergar o desenho através do vidro escuro do carro.

-Essa borboleta já estava aí?

-Não … Você não vai conseguir vê-la direito à noite. Eu pedi para um desenhista copiar uma borboleta especial nela. Quem sabe ela não me traria sorte e eu receberia uma carta. Recebi mais que isso.

-Você ainda tem aquele desenho?

-Nunca me separei dele Mike.

-Amo essas coisas em você… Baby. Vou entrar em contato com você amanhã. Quero tentar te ver. Não sei como ainda. Mas farei o possível.

-Sei disso Baby …

Nos despedimos e entrei em casa. Eu estava tão feliz em vê-lo mais uma vez que nem me preocupei com o dia seguinte.

Acordei tarde na sexta-feira e demorei um pouco para acreditar que tudo que havia acontecido na noite anterior era real. Era quase um sonho ver Michael depois de meses longe dele e sem a menor expectativa de senti-lo tão próximo de mim mais uma vez. Eu realmente senti que o havia perdido assim que meu avião decolou com destino à França.

Ele não me ligava com muita freqüência e eu sabia suas razões. Depois de tantos escândalos envolvendo seu nome nos últimos anos e a suspeita de grampo em seus telefones, a última coisa que ele precisava eram boatos de um caso comigo.

Mas, por mais que eu compreendesse suas razões, meu coração sentia sua falta, todos os dias. Eu não fui capaz de esquecê-lo, mesmo não o vendo mais, mesmo não falando mais com ele como antes. Michael estava em mim e não havia nada que eu pudesse fazer a respeito.

Eu queria muito vê-lo mais uma vez antes que ele retornasse para casa, mas não tinha certeza de nada e não adiantaria ficar pensando nisso o dia todo.

Deixando um pouco de lado todos aqueles pensamentos e sentimentos, me levantei, tomei um banho e fui tomar café.

Aproveitei o dia livre para trabalhar em casa, cuidar de alguns contratos que precisavam de atenção especial. Eu adorava trabalhar no silêncio da minha casa, só de camiseta e chinelo. 

Já no final da tarde, quando quase anoitecia, resolvi assistir à um filme na companhia de queijo e vinho, era meu passatempo favorito aos finais de semana. Quando meu telefone tocou.

-Karen?

-Oi Andrea… Eu estava pensando em você nesse minuto. Sempre que abro um vinho e vou assistir filme… a primeira pessoa que me vem à cabeça é você. Estou sentindo tanto sua falta amiga.

-Eu também Karen. Está tudo bem com você amiga?

-Está sim. Por que?

-Desde ontem tenho pensado tanto em você. Resolvi te ligar para ter notícias…

-Andrea…Michael está aqui em Paris.

-Mentira?????? Como assim? Eu sabia que estava acontecendo alguma coisa com você.

-Eu também não sei como. Ele simplesmente apareceu. 

-Você saiu com ele? 
-Quase isso. Ele deu um jeito de me achar.

-Quando foi isso amiga?

-A noite passada. Eu estava louca de saudades dele Andrea.
-Vai vê-lo de novo?

-Não sei amiga. De verdade … não sei. Espero que sim. 

-Queria tanto que isso desse certo para você amiga. Vocês se gostam tanto…

-Nossas vidas se afastaram… Fui obrigada a aceitar isso… Mas sim, eu queria poder estar com ele. Enfim … E você como está?

Continuamos nossa conversa por mais alguns minutos e depois voltei para debaixo das cobertas e para meu filme. 

Já passava das 11:00 p.m. e alguém bateu na porta de casa. Meu coração disparou. Pensei que fosse Chris me trazendo notícias do Michael. Quando abri a porta, para minha surpresa não era Chris, era Michael. Ele estava todo coberto, com um moletom vermelho, capuz e óculos … mas eu sentia seu perfume, sabia que era ele antes mesmo que ele erguesse seu olhar para mim.

-Entra baby… Nunca imaginei que você viria até aqui. Veio com Chris?

-Sim. Ele foi dar uma volta. Temos uma hora e quero aproveitar cada segundo dela, começando agora.

Michael me pegou pela cintura, me beijando com tanta vontade que eu não sabia mais onde estava pisando ou para onde ele estava me levando dentro da minha própria casa. Ele roubava todos os meus sentidos quando me beijava e me tocava, de uma forma que tudo ao redor desaparecia.

Eu estava só com uma camisa de botões e calcinha. Suas mãos agarravam meus glúteos, eu podia senti-lo rígido entre minhas pernas e ele não parava de me beijar. Sentia sua respiração ofegante no meu rosto.

Eu tinha pressa e ele também, era uma urgência inexplicável em arrancar toda roupa que nos impedia de sentir o corpo um do outro. Eu tirei sua blusa de moletom e sua camiseta, deixando-o apenas com seu jeans, quando ele me empurrou para o sofá e se ajoelhou em torno do meu corpo, desabotoando  minha camisa.

-Baby… você é tãooo linda. Eu adoro tirar sua roupa. Imaginei que estava fazendo isso tantas vezes durante esses meses… e aqui está você mais uma vez…minha. Esse olhar de desejo com que olha para mim… Me enlouquece.

Durante aquela breve pausa, eu estendi minha mão para mesa e busquei minha taça de vinho e a entreguei para ele. Enquanto ele bebia, pedi à ele que fizesse comigo o que só ele sabia como fazer.

-Mike…

-Qualquer coisa Baby…

-Quero sua boca no meu corpo inteiro.

-Faria isso, mesmo que não tivesse pedido.

-Senti falta da sua boca…

-Não precisa sentir mais…

Ele começou pela minha boca, sentia sua língua na minha e sua respiração no meu rosto, descendo pelo meu pescoço. Ele deslizou sua língua pelo meu ombro e beijava meus seios enquanto sentia seus dedos pressionado minhas costelas.

Michael foi distribuindo beijos molhados pela minha barriga, quando senti sua boca tocando entre as minhas pernas e seu dedo me estimulando por dentro. Ele me sugava e me massageava rapidamente com sua língua, me enlouquecendo, mas quando eu quase chegava ao orgasmo ele diminua o ritmo, deixando aquela sensação de prazer que eu sentia, muito mais intensa. Ele repetiu aquilo mais algumas vezes, eu estava tão excitada que pedi para que ele me deixasse gozar.

-Michael…

-Shhhhh …. Ainda não. Levanta baby. Se ajoelhe no sofá, de costas para mim, apoie seus braços no encosto. 

Fiz o que ele pediu e senti sua língua percorrendo minhas costas. Ouvi o zíper do seu jeans, seus dedos pressionando a lateral do meu corpo e sua outra mão deslizando para entre minhas pernas. Ele começou a me estimular com seus dedos mais uma vez. Eu estava no limite.

-Não me deixe gozar com seus dedos. 

-Como você quer?

E antes que eu respondesse, o senti deslizando para dentro de mim. Ele gemeu alto enquanto segurava firme meus quadris. Ao mesmo tempo em que ele me penetrava, sua mão percorria  minhas costas, me pressionando para baixo. 

Ele se movimentava dentro de mim de um jeito e com ritmo… me estimulando tão intensamente, que sentia tremores percorrendo todo meu corpo. Quando meu orgasmo veio, ele gozou logo em seguida.

Assim que me virei, ele me beijou e começou a recolher suas roupas e se vestir. Achei aquilo estranho e não hesitei em questionar aquela pressa toda.

-O que aconteceu Mike? Você vai embora assim? Agora? 

- Aconteceu você na minha vida. Sim, vou embora agora.

Eu fiquei paralisada sem entender nada do que estava acontecendo ali. Em um segundo mil coisas vieram na minha cabeça. O que poderia ter acontecido para que ele quisesse sair correndo dali daquele jeito… foi quando ele começou a rir da minha cara como de costume.

-Eu vou e você vai comigo. Se veste, pega uma roupa para levar e vamos.

-Como assim? 

-Perdeu o costume baby? Vai, pega uma roupa, se veste logo e vamos.

Eu não pensei, só fiz o que ele pediu e quando estávamos na porta para sair ele me fez outro pedido.

-Tem uma caneta permanente?

-Tenho, vou pegar.

Nem perguntei para que seria, porque sabia que ele não me responderia. Peguei a caneta e entreguei para ele. Michael colocou no bolso e saímos. Chris já estava na porta e eu entrei primeiro no carro.

-Eu já venho Baby.

Michael foi até minha caixa de correio e escreveu alguma coisa lá, ao lado da borboleta, que obviamente não era para eu ler naquele momento. Depois disso, ele entrou no carro e seguimos para o Hotel em que ele estava hospedado.


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