Levei Michael para meu quarto e mal tranquei a porta ele se pôs inteiro sobre mim, tirando minha camiseta, beijando meu rosto e minha boca loucamente, me agarrando por baixo da minha roupa.
-Alguém costuma dormir bem à vontade … Ou estava me esperando?
-Nunca sei quando você vai aparecer, como podia estar te esperando?
-E você costuma estar sempre molhada assim?
-Só quando te vejo!
-Boa notícia para mim … Vem …
Ele me beijava tirando meu fôlego e minhas roupas … E tirei as roupas dele.
- Vamos ver se assim você fica quietinha …apesar de ficar louco quando ouço você gemer para mim.
-Vou me esforçar - respondi rindo
Ele me colocou de bruços sobre um travesseiro e beijou meus tornozelos, subindo com beijos molhados pelas minhas pernas, deslizando sua língua pelas minhas costas e deitou sobre mim. Sentia o calor do seu corpo e sua respiração no meu pescoço quando ele me penetrou, devagar do início.
Michael provocava meu corpo variando seu ritmo … Usava força e me penetrava rápido … depois tirava de dentro lentamente e começava tudo mais uma vez. Eu sentia meu corpo contrair involuntariamente, como se ondas de prazer o percorressem da cabeça aos pés. E eu agradeci por ter aqueles lençóis para abafar meus gemidos.
Tínhamos que ficar em silêncio e isso exigia de mim um esforço enorme. Só escutávamos o som de nossas respirações ofegantes. Seu corpo suado deslizava em minhas costas e podia sentir cada centímetro de mim ser intensamente estimulado por ele. Quando ele aumentou o ritmo dos seus quadris e o manteve constante, eu via todas as estrelas do céu . Ele sabia como me fazer ter um orgasmo.
-Vira para mim Karen.
Michael ficou sentado de joelhos na cama e me mantendo ainda deitada, afastou minhas pernas e puxou meus quadris para ele. E aquilo era intenso. Michael era um homem grande e eu não sabia como tudo aquilo cabia em mim.
Seu corpo estava em sintonia com o meu e ele me observava atentamente. Michael me estimulava tão intensamente que eu tive que tapar meus próprios gemidos com minhas mãos, enquanto ele controlava seus ruídos mordendo os lábios.
Ele sabia que era barulhento e se deitou sobre mim quando gozou, abafando seus gemidos no meu corpo.
Não demoramos nessa noite. Não tínhamos muito tempo. Michael não podia ser visto saindo dali e Andrea poderia acordar a qualquer momento.
Eu tinha 25 anos, era solteira e independente de quem quer que fosse. Michael era um homem de 43 anos, solteiro, experiente, pai de dois filhos, com o terceiro a caminho. Via de regra, poderíamos fazer o que quiséssemos com a freqüência que desejássemos. Mas a nossa realidade estava bem distante disso.
Fazíamos sexo escondido… que apesar de ser algo que eu não esperava fazer com tanta freqüência como nas últimas semanas, me excitava muito e me deixava mais ansiosa para vê-lo mais uma vez.
Michael se deitou ao meu lado e ajeitando meus cabelos me perguntou..
-Ficou feliz em me ver “long legs"?
-Sempre fico feliz em te ver, especialmente quanto tenho expectativa de ter algo além do seu olhar. Mas estou curiosa com uma coisa …
-O que?
- Como você descobriu onde eu moro?
-Tenho meus meios.
-Hummmm, poderia ter se tornado um detetive se não fosse tão bom artista …Ou um ator de filme pornô - tem excelentes qualificações para isso.
Ele iniciou uma daquelas de suas risadas, que tampei com um beijo.
-Está louco Michael, Andrea pode acordar - Disse a ele controlando meu próprio riso.
-Sou tímido demais para trabalhar no ramo da pornografia - ele me respondeu rindo.
-Eu compraria todos os seus filmes.
Eu simplesmente adorava a companhia dele. Não dividíamos problemas, esquecíamos do tempo, nos divertíamos e sim, fazíamos o melhor sexo que podíamos quando tínhamos oportunidade.
-Eu já vou “long legs”, o sol deve nascer daqui a pouco e não posso ser visto na rua. Chris está me esperando aqui perto com um carro simples.
Nos vestimos e Michael foi ao meu banheiro para conferir seu “disfarce”.
-Saio primeiro para conferir se Andrea não acordou. Espera aqui.
Andrea parecia dormir profundamente, então levei Michael até a porta. Fomos para o lado de fora.
-Poderia ter me perguntado onde eu morava Michael, não tinha motivos para esconder isso de você …
-E estragar minha surpresa?
-Adorei a surpresa, mas você se arrisca muito.
-Estou acostumado a sair assim “encapuzado” … não se preocupe, sei o que estou fazendo.
-Sei disso. Mas me preocupo com você.
-Não se preocupe Karen. Está tudo bem. Olha, vou ficar fora a trabalho por um tempo e tem o Natal com as crianças. Essa época do ano, as coisas ficam loucas na minha agenda.
-Não precisa me explicar Michael. Vou sentir sua falta.
-Eu também. Te vejo assim que eu puder. Você não vai se livrar de mim facilmente, tenho assuntos em aberto com minha advogada.
-Que boa notícia para mim. - respondi sorrindo.
-Te ligo amanhã …
-Eu espero …
Ele me beijou, longa e lentamente e nos abraçamos. Não sabia se o veria mais uma vez..



